Se deixar o tempo passar é sinônimo de errar, ele queria ao menos tentar. Afinal, não é errando que se aprende? Ela por si já foi um erro. Ele apenas precisava ter sua consciência limpa, deitar em seu colchão, e apreciar no mais sublime sono, os sonhos outrora roubados por um certo alguém. Deixe que durma por horas e horas e horas... O tempo não parou por causa do que sentia ou deixava de sentir, ele simplesmente passou! Seu telefone sentiu falta, ele também. E do outro lado da cidade os sonhos roubados eram deixados para trás, e ela seguia em busca de novos. Ela não costumava falar a verdade. Seus olhos inocentes se passavam facilmente pelos de uma criança... Doce ilusão! Seu relógio girava no sentido que ela planejava, não como giram todos os outros. Fria e calculista, perfeita e suave, linda e intrigante... Com certeza um mistério a ser desvendado pela ciência. Ela sabia que seu telefone também sentia falta... ("ele era realmente incrível"), e até surgiu uma tal de vontade de se entregar mais uma vez. Mas tudo acabou, se revelou, e por fim se pôs fim, quando eles se cruzaram na escadaria do aeroporto. E todos ali presentes viram dois sorrisos iluminarem o saguão, lotado de pessoas enfurecidas com seus vôos cancelados. Esses sorrisos sim, não tiveram explicação! Apenas aconteceram, apesar dos pesares. Mas o que quase ninguém percebeu, é que bem, bem no fundo, eles queriam conversar novamente, mas eles têm uma preguiça da atrasar o relógio... Por isso deixam o tempo passar lentamente...
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