segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Simples assim!

Sempre tentou entender porque com ela fora assim, ansiedade, desejo, mania de perfeição, tudo e nada. Nada além de promessas compridas e mal cumpridas que fizeram um ao outro! Era como se seus corações pulsassem tão forte quando se encontravam, que num belo dia... Pararam de funcionar! Eram suas qualidades que lhes distanciava não os seus defeitos suspeitos e imperfeitos! [...] "Mas porque já não mais pulsas ó tão doce e confuso coração? Não percebes tu que minh'alma vaga a lamentar-se pelas tuas atitudes? ó consola-me querido coração, me faz manter por ti o apreço que te tenho por me manteres vivo! Apressa-te, retira-me esse fardo ultrajante que navega preso em meus pensamentos, e que sejam meus pensamentos naufragados pelas águas macias da pele de minha amada!" [...] Tanto rebuscamento pra que? Era simples como as gotas de chuva que caíam, eles não se amavam, apenas se queriam!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Nota:

Não pude evitar, Sonhei com você, acontece! Foi apenas um sonho. Hoje o dia ta passando tão rápido... Note como o tempo foi tão "malzinho", lhe perdi entre os pensamentos! Mas quem sabe um dia desses não encontro você entre eles? Acontece!

quarta-feira, 15 de junho de 2011

O tempo vai dizer

Se deixar o tempo passar é sinônimo de errar, ele queria ao menos tentar. Afinal, não é errando que se aprende? Ela por si já foi um erro. Ele apenas precisava ter sua consciência limpa, deitar em seu colchão, e apreciar no mais sublime sono, os sonhos outrora roubados por um certo alguém. Deixe que durma por horas e horas e horas... O tempo não parou por causa do que sentia ou deixava de sentir, ele simplesmente passou! Seu telefone sentiu falta, ele também. E do outro lado da cidade os sonhos roubados eram deixados para trás, e ela seguia em busca de novos. Ela não costumava falar a verdade. Seus olhos inocentes se passavam facilmente pelos de uma criança... Doce ilusão! Seu relógio girava no sentido que ela planejava, não como giram todos os outros. Fria e calculista, perfeita e suave, linda e intrigante... Com certeza um mistério a ser desvendado pela ciência. Ela sabia que seu telefone também sentia falta... ("ele era realmente incrível"), e até surgiu uma tal de vontade de se entregar mais uma vez. Mas tudo acabou, se revelou, e por fim se pôs fim, quando eles se cruzaram na escadaria do aeroporto. E todos ali presentes viram dois sorrisos iluminarem o saguão, lotado de pessoas enfurecidas com seus vôos cancelados. Esses sorrisos sim, não tiveram explicação! Apenas aconteceram, apesar dos pesares. Mas o que quase ninguém percebeu, é que bem, bem no fundo, eles queriam conversar novamente, mas eles têm uma preguiça da atrasar o relógio... Por isso deixam o tempo passar lentamente...

terça-feira, 26 de abril de 2011

Pare pra pensar.

Palavras são apenas palavras, não são como sentimentos, pensamentos que afloram inesperadamente, inconscientemente, que dependem de circunstâncias, de momentos, de estados de espírito. Palavras são apenas demonstrações planejadas, cópias mal traduzidas dos sentimentos! Cópias porque tentam traduzi-los, mal traduzidas porque quase sempre falham em seu objetivo. Se é por pensar que diferenciamo-nos dos demais seres, antes não nos foste dado esse privilégio! Sentimos, pensamos, traduzimos, falamos... E daí vem o erramos, percebemos, choramos! Antes fosse tudo realizado por instinto, sobrevivência. Assim não pensaríamos e não usaríamos palavras. Seria mais fácil assim (seria?). Mas infelizmente (ou felizmente), somos diferentes. Nós pensamos, e pior, pensamos, traduzimos e falamos. Triste fardo esse! Reclamei do sol, e então me veio a chuva, a escuridão. Reclamei da chuva, e então me retornou à face a luz do sol! Paro por aqui de reclamar. Lembrei que escrevendo estas palavras, acabo de pensar, e que quando penso, eu erro, nós erramos, você errou! Errou ao jurar-me amor (apenas palavras), errou porque pensou! Já eu errei por acreditar-te (Burrice minha, talvez), errei porque pensei! Mas pensando bem, pense comigo, há tanta gente por aí sem ter o que comer... que faço eu cá pensando e falando em você?

terça-feira, 5 de abril de 2011

Resumindo.

De repente, o dia nasceu cinza! O sol se escondeu por entre as nuvens carregadas, carregadas de lágrimas minhas. Nada parecia fazer sentido! Lágrimas essas que molharam estes versos, tristes lágrimas, amarga solidão! Era só o que eu sentia, é só o que sinto. A verdade é que eu não estava preparado, na verdade nunca estou. Conceito de ideologia – verdade inventada. É apenas o que sou, aquilo que eu quero ser! Ninguém nunca ao certo vai me conhecer, vai apenas enxergar uma das minhas 1.200.000 faces (ou só doze mesmo...). Qual? Não sei, aquela que eu decidir mostrar! Aquela que eu estiver a fim de mostrar. Porque seria eu então, tão egoísta com você? Não seria! Não sou! Apenas sinto vontade de ser, vontade de te roubar pra mim! Insegurança? Talvez, pretendo um dia descobrir. Mas eu sabia que seria assim! Ou no mínimo sabia que num cinza dia minhas lágrimas molhariam estes versos, recheados de vontade de você! E sei que embora eu esteja pensando ser o fim (o meu fim.), tudo passará! Assim como passam devagar as estações. Um dia meu dia nascerá colorido, um dia estes versos serão enxutos pelo vento, um dia eu irei acordar, e não vou mais esperar horas por uma simples ligação de boa noite. Mas enquanto esse dia não chega, deixa-me chorar! Deixa eu me enganar! No fundo eu tenho a certeza que você vai voltar! E eu poderia até explicar... Mas deixa pra lá! O papel já tá acabando, e afinal, pra quê falar, se “tudo se resume em três palavras: Eu te amo!?”.

*[Ad Astra Per Aspera]*

sexta-feira, 25 de março de 2011

Simplesmente por Paixão!

É simplesmente por paixão, por alegria, pela vontade de se estar perto, e pelo medo de se perder! É alegria que se expressa num sorriso, que surge num simples olhar, e é na cegueira da paixão que surge o brilho nos olhos, e no brilho que surge nos olhos, onde se surge e faz brotar o amor, com toda a pureza e inocência de uma criança, a simples certeza do gostar! E na maior das angustias humanas, o medo de ficar só... Será você! E sempre você! [...] Meu amor, nem na maior das minhas tiranias eu pensei em te prender, seria como um pássaro engaiolado, que canta, mas não possui alegria, ou como um ar-condicionado, que embora imite o frio, se quebrará um dia, seria como um coração dividido em mil pedaços num quebra-cabeça sem fim. Seria assim, como eu sou longe de ti! Por isso amor, te deixo as gaiolas abertas, a temperatura no 16, e a super-bonder encima da estante da cozinha, e se caso algum dia, quiseres voar, se algum dia quiseres se esquentar, ou se algum dia teu coração se quebrar e resolveres colar, lembra que ao teu lado foi onde eu sempre quis estar, e ainda se, por algum motivo, se quiseres ou não falar, eu ainda vou te amar, e com toda a pureza e inocência de uma criança, e apenas pela paixão, pela beleza do teu sorriso, e pelo brilho do teu olhar, a gaiola sempre estará aberta, o ar condicionado no 16, e a super-bonder no lugar... Pra quem sabe algum dia, um simples dia, um belo dia, tu quiseres voltar. [...] 

domingo, 20 de março de 2011

Traduzir-se

Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo. 

Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão. 

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira. 

Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta. 

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente. 

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem. 

Traduzir uma parte
na outra parte
— que é uma questão
de vida ou morte —
será arte?
(Ferreira Gullar)

quinta-feira, 10 de março de 2011

Caminhando contra o vento.


10 anos, 2 meses, dez dias e algumas horas... Tão perto, e ao mesmo tempo tão distante! Quem viu, viu; quem ouviu, ouviu; quem sentiu, sentiu. E o resto... O resto só terá vontade, a ânsia, a curiosidade! Vontade de ter visto, ter ouvido, ter sentido, e só! Se quem traz um pouco consigo gostaria de trazer mais, imagina quem não traz no peito o orgulho de ter vivido, ou ao menos ter nascido... Triste pra alguns, pra outros nem tanto. Reviver o que faltou viver! Dilema da humanidade, talvez. O que restou foi apenas saudade. Saudade do velho! Das velhas comidas, dos velhos costumes, dos velhos carnavais, das velhas amizades, das velhas atitudes... Dos velhos tempos! Se o futuro é atraente, o passado é mágico, incrível, assustador às vezes, mas ainda incrível e mágico! E sem se perceber, ainda percebendo, o futuro apaga cada vez mais o passado! Os bons tempos, velhos tempos, já não voltam mais... Apenas na memória, no coração de quem tem saudade. Não somos apenas nós que envelhecemos, que cansamos. O mundo ta ficando velho, cansado, enfadado! E surge a impressão de que tudo de bom que tenho em mim parou de evoluir bem naquele exato segundo, o primeiro segundo do dia 1 de janeiro de 2001! Houve quem afirmasse ser o fim do mundo, ainda há quem afirme. Talvez não o fim, mas o início, início do fim! Viveria sem duvida novamente, os seis anos que vivi no século XX, e viveria, reviveria, viveria! Quem não percebe as diferenças, pare e reflita, compare a futilidade do hoje, e a simplicidade do ontem! E digo e afirmo, que hoje posso afirmar, "eu era feliz e não sabia". Muitos discordarão à primeira vista, no entanto eu, viverei ate meus últimos segundos, carregando no peito, o orgulho de ser herdeiro da geração coca-cola! E talvez um dia, os jovens possam novamente trazer ideais em seus sangues!

quinta-feira, 3 de março de 2011

Foi Assim...

Quando tudo parece distante, ali é que acontece! As linhas de trem que se cruzam, as tempestades em dias de sol, o tempo que voa, e no menos perceber, já se foi o dia! É a vida que corre, o destino que trabalha, os astros que se alinham, os sinais que se fecham, que se abrem, que se fecham... Foi cada desencontro que fez eles se existirem! Talvez alguns segundos a mais de conversa impediriam um acidente, um pouco mais de chuva, e aconteceria um acidente! Mas tudo foi como tinha que ser, na mais profunda beleza do acaso! Talvez se ele saísse um pouco mais de casa, se andasse mais pelo bairro, se esquecesse um pouco os problemas, talvez! A festa podia ter 12 pessoas, e eles não se encontrarem, 1.200.000 pessoas, e eles se esbarrarem. Ele não a viu, ela viu. O ônibus cheio, ou vazio... Eles não se encontraram! Poderia ser diferente, porque não? Basta apenas uma chance para acertar, ou duas, ou três... Tudo cooperara! Mas foi preciso duas noites, uma manha e duas noites, pros olhares deles se cruzarem. Ah! Então isso explica a festa, o ônibus, o dia, as noites! Explicaria se não fosse impossível explicar o inexplicável (há quem diga que é questão de opinião, talvez até eu mesmo...). Eles simplesmente se olharam. Ah! Isso justifica as linhas, as tempestades, o tempo que passa depressa! Talvez sim, talvez não. nada acontece por acaso, também nada tem motivo pra acontecer!(“sem motivos nem objetivos”...). Paradoxalmente estranho, e bonito, e incrível [...] E o fim? Ah! Vai depender dos sinais, dos astros, do destino, da vida. Independerá! Talvez nem eu tenha entendido, mas foi assim que aconteceu.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Tudo se repete...

A folha que cai, a chuva que não cai, o copo que seca lentamente, o desejo do mais... O sol que nasce, infinito e reluzente, dando vida, cor, alegria, energia! As janelas que se abrem, o barulho que elas fazem. o canto dos pássaros, o vento no rosto, a alegria de se tomar um café! Pessoas saindo, pessoas chegando, o Recife que se movimenta depressa... Bom e velho Recife... dos rios, das pontes, dos overdrives! O Recife que se canta e que encanta. Os desenhos das nuvens, o sistema infiltrado, porque não? Tudo se repete... As folhas que se vão com o vento, a chuva que molha a terra, o copo que se enche novamente, o desejo de não mais desejar, o medo de errar. O sol que dorme, que vai, e que volta... Paz, tranqüilidade, escuridão! Também existe vida à noite, no mais sombria, certamente voltará! Mas é quando as janelas se fecham, o Recife adormece, as pontes ficam desertas, a maré está baixa! Os caranguejos que vão dormir, onde o sistema não alcança, no buraco, na lama, no mangue! Ai é que as nuvens somem, as luzes se apagam, e há a certeza que acenderão novamente! Foi o que eu vi, e pensei em você. Mas apenas vi, porque pensava em você. O que se repete... um telefonema, a ansiedade, a simples verdade, difícil verdade, a imagem que não se vai... tudo apenas vontade, de te ver novamente.