sexta-feira, 25 de março de 2011

Simplesmente por Paixão!

É simplesmente por paixão, por alegria, pela vontade de se estar perto, e pelo medo de se perder! É alegria que se expressa num sorriso, que surge num simples olhar, e é na cegueira da paixão que surge o brilho nos olhos, e no brilho que surge nos olhos, onde se surge e faz brotar o amor, com toda a pureza e inocência de uma criança, a simples certeza do gostar! E na maior das angustias humanas, o medo de ficar só... Será você! E sempre você! [...] Meu amor, nem na maior das minhas tiranias eu pensei em te prender, seria como um pássaro engaiolado, que canta, mas não possui alegria, ou como um ar-condicionado, que embora imite o frio, se quebrará um dia, seria como um coração dividido em mil pedaços num quebra-cabeça sem fim. Seria assim, como eu sou longe de ti! Por isso amor, te deixo as gaiolas abertas, a temperatura no 16, e a super-bonder encima da estante da cozinha, e se caso algum dia, quiseres voar, se algum dia quiseres se esquentar, ou se algum dia teu coração se quebrar e resolveres colar, lembra que ao teu lado foi onde eu sempre quis estar, e ainda se, por algum motivo, se quiseres ou não falar, eu ainda vou te amar, e com toda a pureza e inocência de uma criança, e apenas pela paixão, pela beleza do teu sorriso, e pelo brilho do teu olhar, a gaiola sempre estará aberta, o ar condicionado no 16, e a super-bonder no lugar... Pra quem sabe algum dia, um simples dia, um belo dia, tu quiseres voltar. [...] 

domingo, 20 de março de 2011

Traduzir-se

Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo. 

Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão. 

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira. 

Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta. 

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente. 

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem. 

Traduzir uma parte
na outra parte
— que é uma questão
de vida ou morte —
será arte?
(Ferreira Gullar)

quinta-feira, 10 de março de 2011

Caminhando contra o vento.


10 anos, 2 meses, dez dias e algumas horas... Tão perto, e ao mesmo tempo tão distante! Quem viu, viu; quem ouviu, ouviu; quem sentiu, sentiu. E o resto... O resto só terá vontade, a ânsia, a curiosidade! Vontade de ter visto, ter ouvido, ter sentido, e só! Se quem traz um pouco consigo gostaria de trazer mais, imagina quem não traz no peito o orgulho de ter vivido, ou ao menos ter nascido... Triste pra alguns, pra outros nem tanto. Reviver o que faltou viver! Dilema da humanidade, talvez. O que restou foi apenas saudade. Saudade do velho! Das velhas comidas, dos velhos costumes, dos velhos carnavais, das velhas amizades, das velhas atitudes... Dos velhos tempos! Se o futuro é atraente, o passado é mágico, incrível, assustador às vezes, mas ainda incrível e mágico! E sem se perceber, ainda percebendo, o futuro apaga cada vez mais o passado! Os bons tempos, velhos tempos, já não voltam mais... Apenas na memória, no coração de quem tem saudade. Não somos apenas nós que envelhecemos, que cansamos. O mundo ta ficando velho, cansado, enfadado! E surge a impressão de que tudo de bom que tenho em mim parou de evoluir bem naquele exato segundo, o primeiro segundo do dia 1 de janeiro de 2001! Houve quem afirmasse ser o fim do mundo, ainda há quem afirme. Talvez não o fim, mas o início, início do fim! Viveria sem duvida novamente, os seis anos que vivi no século XX, e viveria, reviveria, viveria! Quem não percebe as diferenças, pare e reflita, compare a futilidade do hoje, e a simplicidade do ontem! E digo e afirmo, que hoje posso afirmar, "eu era feliz e não sabia". Muitos discordarão à primeira vista, no entanto eu, viverei ate meus últimos segundos, carregando no peito, o orgulho de ser herdeiro da geração coca-cola! E talvez um dia, os jovens possam novamente trazer ideais em seus sangues!

quinta-feira, 3 de março de 2011

Foi Assim...

Quando tudo parece distante, ali é que acontece! As linhas de trem que se cruzam, as tempestades em dias de sol, o tempo que voa, e no menos perceber, já se foi o dia! É a vida que corre, o destino que trabalha, os astros que se alinham, os sinais que se fecham, que se abrem, que se fecham... Foi cada desencontro que fez eles se existirem! Talvez alguns segundos a mais de conversa impediriam um acidente, um pouco mais de chuva, e aconteceria um acidente! Mas tudo foi como tinha que ser, na mais profunda beleza do acaso! Talvez se ele saísse um pouco mais de casa, se andasse mais pelo bairro, se esquecesse um pouco os problemas, talvez! A festa podia ter 12 pessoas, e eles não se encontrarem, 1.200.000 pessoas, e eles se esbarrarem. Ele não a viu, ela viu. O ônibus cheio, ou vazio... Eles não se encontraram! Poderia ser diferente, porque não? Basta apenas uma chance para acertar, ou duas, ou três... Tudo cooperara! Mas foi preciso duas noites, uma manha e duas noites, pros olhares deles se cruzarem. Ah! Então isso explica a festa, o ônibus, o dia, as noites! Explicaria se não fosse impossível explicar o inexplicável (há quem diga que é questão de opinião, talvez até eu mesmo...). Eles simplesmente se olharam. Ah! Isso justifica as linhas, as tempestades, o tempo que passa depressa! Talvez sim, talvez não. nada acontece por acaso, também nada tem motivo pra acontecer!(“sem motivos nem objetivos”...). Paradoxalmente estranho, e bonito, e incrível [...] E o fim? Ah! Vai depender dos sinais, dos astros, do destino, da vida. Independerá! Talvez nem eu tenha entendido, mas foi assim que aconteceu.