quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Tudo se repete...

A folha que cai, a chuva que não cai, o copo que seca lentamente, o desejo do mais... O sol que nasce, infinito e reluzente, dando vida, cor, alegria, energia! As janelas que se abrem, o barulho que elas fazem. o canto dos pássaros, o vento no rosto, a alegria de se tomar um café! Pessoas saindo, pessoas chegando, o Recife que se movimenta depressa... Bom e velho Recife... dos rios, das pontes, dos overdrives! O Recife que se canta e que encanta. Os desenhos das nuvens, o sistema infiltrado, porque não? Tudo se repete... As folhas que se vão com o vento, a chuva que molha a terra, o copo que se enche novamente, o desejo de não mais desejar, o medo de errar. O sol que dorme, que vai, e que volta... Paz, tranqüilidade, escuridão! Também existe vida à noite, no mais sombria, certamente voltará! Mas é quando as janelas se fecham, o Recife adormece, as pontes ficam desertas, a maré está baixa! Os caranguejos que vão dormir, onde o sistema não alcança, no buraco, na lama, no mangue! Ai é que as nuvens somem, as luzes se apagam, e há a certeza que acenderão novamente! Foi o que eu vi, e pensei em você. Mas apenas vi, porque pensava em você. O que se repete... um telefonema, a ansiedade, a simples verdade, difícil verdade, a imagem que não se vai... tudo apenas vontade, de te ver novamente.