quinta-feira, 12 de abril de 2012

Mais que melhor

É incrível como se demora a perceber que nada mudou... Embora tudo tenha mudado. Deixamos para o tempo a difícil tarefa de curar nossas feridas, e até funciona... Ou não! O tempo nada mais faz do que maquilar nossas dores para que não soframos ainda mais com elas. Basta deixar-se vir à mente as memórias, que logo logo as feridas começam a reaparecer... E ainda piores, talvez! Piores porque não podemos mais voltar, e ainda se pudéssemos, não saberíamos como mudar... Elas continuariam lá. Piores porque os amores sutilmente se refazem... E no menos tardar se perdem no tempo novamente! O vento que traz é o mesmo que leva, mas o vento que leva, não costuma trazer de volta! "Um dia desses, num desses encontros casuais, talvez a gente se encontre, talvez a gente encontre explicação... Um dia desses, num desses encontros casuais, talvez eu diga, minha amiga: Pra ser sincero, prazer em vê-la, até mais..." Ou talvez eu finja que não te avistei, e passe lá do outro lado da rua... Só pra não trazer à memória os momentos bons que contigo passei... E ver o tempo levar tudo outra vez!

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Exaltação nº 1

Tua bandeira, tua história,"e agora?" Perguntou José, lá do Alto da Sé, sem saber meio qualé... E é povo brasileiro, com muita gentileza, quase com certeza, com toda pureza, um puro heroísmo num paradoxo do pretérito imperfeito. Lá de São Bento do Una desce um mamulengo, puxando a folia de Momo, complexo com a teoria da relatividade... És a mosca que pousou no meio do canavial... És a sopa do movimento Armorial! Meu Pernambuco, debaixo dos pés... Imortal, Imortal!

Nada a declarar.