terça-feira, 26 de abril de 2011

Pare pra pensar.

Palavras são apenas palavras, não são como sentimentos, pensamentos que afloram inesperadamente, inconscientemente, que dependem de circunstâncias, de momentos, de estados de espírito. Palavras são apenas demonstrações planejadas, cópias mal traduzidas dos sentimentos! Cópias porque tentam traduzi-los, mal traduzidas porque quase sempre falham em seu objetivo. Se é por pensar que diferenciamo-nos dos demais seres, antes não nos foste dado esse privilégio! Sentimos, pensamos, traduzimos, falamos... E daí vem o erramos, percebemos, choramos! Antes fosse tudo realizado por instinto, sobrevivência. Assim não pensaríamos e não usaríamos palavras. Seria mais fácil assim (seria?). Mas infelizmente (ou felizmente), somos diferentes. Nós pensamos, e pior, pensamos, traduzimos e falamos. Triste fardo esse! Reclamei do sol, e então me veio a chuva, a escuridão. Reclamei da chuva, e então me retornou à face a luz do sol! Paro por aqui de reclamar. Lembrei que escrevendo estas palavras, acabo de pensar, e que quando penso, eu erro, nós erramos, você errou! Errou ao jurar-me amor (apenas palavras), errou porque pensou! Já eu errei por acreditar-te (Burrice minha, talvez), errei porque pensei! Mas pensando bem, pense comigo, há tanta gente por aí sem ter o que comer... que faço eu cá pensando e falando em você?

terça-feira, 5 de abril de 2011

Resumindo.

De repente, o dia nasceu cinza! O sol se escondeu por entre as nuvens carregadas, carregadas de lágrimas minhas. Nada parecia fazer sentido! Lágrimas essas que molharam estes versos, tristes lágrimas, amarga solidão! Era só o que eu sentia, é só o que sinto. A verdade é que eu não estava preparado, na verdade nunca estou. Conceito de ideologia – verdade inventada. É apenas o que sou, aquilo que eu quero ser! Ninguém nunca ao certo vai me conhecer, vai apenas enxergar uma das minhas 1.200.000 faces (ou só doze mesmo...). Qual? Não sei, aquela que eu decidir mostrar! Aquela que eu estiver a fim de mostrar. Porque seria eu então, tão egoísta com você? Não seria! Não sou! Apenas sinto vontade de ser, vontade de te roubar pra mim! Insegurança? Talvez, pretendo um dia descobrir. Mas eu sabia que seria assim! Ou no mínimo sabia que num cinza dia minhas lágrimas molhariam estes versos, recheados de vontade de você! E sei que embora eu esteja pensando ser o fim (o meu fim.), tudo passará! Assim como passam devagar as estações. Um dia meu dia nascerá colorido, um dia estes versos serão enxutos pelo vento, um dia eu irei acordar, e não vou mais esperar horas por uma simples ligação de boa noite. Mas enquanto esse dia não chega, deixa-me chorar! Deixa eu me enganar! No fundo eu tenho a certeza que você vai voltar! E eu poderia até explicar... Mas deixa pra lá! O papel já tá acabando, e afinal, pra quê falar, se “tudo se resume em três palavras: Eu te amo!?”.

*[Ad Astra Per Aspera]*